Me recordo com saudade a minha infância lá no interior
Sinto uma imensa falta de quando via minha família reunida.
Não tínhamos muito, mas tínhamos o suficiente, tínhamos amor
Mesmo morando numa casinha pobre e pequena, éramos felizes.
Sinto muita saudade dos meus irmãos, lá eu não conhecia essa
angustiante e vazia vida moderna, onde tudo respinga solidão
Sinto-me como uma arvore que teve seus galhos um a um
Arrancados por um insensível predador.
Hoje me sento naquela pracinha
Onde meu pai me levava aos domingos
Na minha ilusão, só resta fingir que ele está ali comigo.
Me recordo as lágrimas caindo dos seus olhos
E no seu rostinho marcas deixadas pelo tempo
Que já tão sofrido pelas privações, lhe restava o silêncio
Apenas ouvia as palavras de conforto da minha mãe
Que a todo custo segurava uma barra
Sem nunca deixar transparecer suas agonias e frustrações.
apenas lembranças
Já faz um tempinho,e uma imensa e inexplicável solidão
Invade minha alma
Sinto muita falta da minha infância lá no interior.

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