Você, poeta que escreve versos de amor,
você, de mãos delicadas, coração sensível
e alma solidária.
Você que traça linhas tão perfeitas
que emocionam e até fazem chorar.
Você que passa suas madrugadas em claro
escrevendo amores, sonhos e fantasias…
Quantas vezes já teve que engolir a própria solidão
e esconder a própria tristeza?
Você, poeta, que suporta bravamente
o frio congelante das noites de inverno,
tendo por companhia apenas a temida insônia
e o velho cobertor.
Quantas vezes já acordou no meio da noite
e, mesmo com o corpo cansado,
as mãos já calejadas, ainda assim
fez versos de amor?
Eu sei o quanto você tenta ser forte,
mas também sei que nem sempre consegue conter as lágrimas.
Lágrimas de um poeta que tenta esconder a dor
ao escrever lindos versos de amor.

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