Minha humilde casinha, como aqui eu fui feliz.
Corríamos nos campos floridos, tomávamos banho de rio.
Mergulhávamos nas ondas mansas
d’água azul e cristalina.
Ah, como eu era feliz!
À noite, a linda lua
servia de inspiração.
Poetas ali comporiam
as mais belas poesias.
Amores inocentes sempre dali nasciam,
às margens daquele rio.
Resta-me apenas a saudade
que ainda dói no coração.
Hoje, na cidade grande,
os sentimentos viraram poeira.
O amor perdeu a essência,
as pessoas nem se cumprimentam.
Ninguém mais respeita a alma da natureza.
E os nossos rios hoje choram
essa abominável sujeira.

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