A sua última poesia,
uma triste despedida.
Suas últimas letras tornavam-se
quase ilegíveis diante de suas lágrimas.
Ao som de um piano triste,
ele escrevia suas últimas estrofes.
Era a despedida de um poeta.
Em cada canto do seu quarto,
arquivos tumultuados,
lembranças de toda uma vida.
Taças de vinho
espalhadas pelo chão.
Sobre o velho cinzeiro,
as cinzas de cada trago.
As lembranças davam lugar
a um imenso silêncio.
É triste ver que seus escritos
hoje são apenas páginas
em papéis mofados.
Ele, que já não quer mais chorar,
segue escrevendo versos tristes.
Sobre a sua já tão surrada rede,
descansa um poeta.
— Não te assustes de mim,
um dia eu também fui feliz.
É apenas um desabafo
que leva, em cada letra,
uma triste gota de lágrima.
Foi assim que escrevi
a minha última poesia
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