O velho poeta
Hoje caminha sozinho,
padece na solidão das noites frias.
Suas mãos trêmulas,
seus olhos já enevoados.
Traído pelo destino,
disfarça a própria dor.
Em seus arquivos…
apenas traços rabiscados,
versos incompletos,
lembranças de sua musa
que ficou lá no passado.
Cabisbaixo sobre a velha escrivaninha,
ele chora a solidão que, aos poucos,
consome a alma de um poeta
que um dia tanto sonhou
com um amor de poesia.

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