Jovens meninas,
com futuros incertos,
expostas à violência,
vagam pelas ruas.
São jogadas aos lobos.
Malditos humanos
roubam-lhes a dignidade,
sedentos por sangue,
perpetuam a miséria,
esbanjam arrogância,
julgam-se humanos.
Na verdade, são lixos urbanos,
sem alma e sem coração.
Retratos do mal
que rondam as noites,
semeando a desgraça alheia
e sentindo prazer em destruir sonhos.
Sua maldade parece correr no sangue —
e ainda há quem diga
que é culpa apenas
da desigualdade social.
E às vítimas do medo
resta enxugar as lágrimas de dor
que molham a face da ingenuidade.
Esse é o preço
de quem escapa
das garras da maldade.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário